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Energia Solar beneficia comunidade Imprimir
No bairro Parque Universitário 70 crianças são atendidas em um Centro de Referência que utiliza energia solar para fornecimento de água.

Sustentabilidade já não é uma palavra desconhecida na comunidade do Parque Universitário, no Pici. Lá existe o Centro de Referência em Alimentação Sustentável para o Combate à Desnutrição Infantil. O espaço inclui um pomar irrigado com tecnologia de energia solar, criação de galinhas com produção de adubo orgânico, laboratório de plantas medicinais e uma creche que atende 70 crianças de 2 a 5 anos.

Os membros da ONG Instituto Joazeiro de Desenvolvimento Sustentável, responsável pela implantação do centro, afirmam que o projeto é inédito porque é o que primeiro que se tem conhecimento com o uso desta tecnologia em área urbana. Uma placa capta a irradiação solar e a transforma em energia elétrica, que é utilizada no bombeamento e distribuição de água. Em diversas cidades brasileiras, a energia térmica e a tecnologia fotovoltaica têm sido empregadas em locais remotos, onde seriam necessárias as construções de muitos postes de energia elétrica para o fornecimento de energia convencional.

O objetivo da ONG é difundir um novo campo de aplicação de energia solar e instalar sistemas não conectados à rede convencional para bombeamento de água em centros urbanos. "As unidades fotovoltaicos instaladas pelo Instituto Joazeiro estão localizadas próximas de locais de grande visitação pública como creches, centros de saúde e escolas públicas. Desta forma, a tecnologia vem sendo divulgada para um público mais abrangente", explica Ernani Gadelha, diretor da Associação de Moradores do Parque Universitário e membro do Instituto Joazeiro.

Energia limpa
A energia solar pode ser considerada uma fonte energética benéfica para a população porque, além de fornecer eletricidade a baixo custo, permite a substituição do consumo de água potável em irrigação ou em instalações hidrosanitárias. No centro de referência, a água que é bombeada por meio da energia solar é utilizada na irrigação da horta, no cozimento dos alimentos, nos banheiros da creche e na cozinha-escola.

A economia de energia elétrica na distribuição da água no centro foi de 100% e a redução do consumo de água tratada em toda a área é de 30%. Ernani Gadelha afirma que além de economicante viável, o projeto é ecologicamente correto e socialmente justo porque se preocupa com o uso racional de água e de energia elétrica para que esse direito seja garantido às próximas gerações. Ele conta que o projeto tem sido reconhecido nacional e internacionalmente. "Apresentamos a iniciativa no I Congresso Brasileiro de Energia Solar e mostramos que é possível fazer a aplicação dessa tecnologia em beneficio de comunidades carentes".


E-mais
Com a construção de uma cozinha-escola chamada de Centro de Educação Alimentar, as mães atendidas pela Pastoral da Criança e moradoras da comunidade foram orientadas sobre alimentação nutritiva e de baixo custo.

Posteriomente foram formados grupos de cindo a seis pessoas e cada uma dos agentes multiplicadores já capacitados foram encarregados de repassar o conhecimento adquirido através de treinamento e criação de hortas em outros locais.

Além das escolas municipais Maria Liduina Leite e Nilson Holanda no Planalto Pici, a creche comunitária Tia Toinha no bairro Bela Vista e o horto comunitário do bairro João Arruda foram beneficiados com os pomares. Além destes, foram criadas ainda 28 hortas domiciliares com a capacitação direta de 190 pessoas.

A líder integrante da Pastoral da Criança Silene Araújo diz ser bastante gratificante ver toda a extensão do projeto. Ela participou da capacitação em economia doméstica e agricultura urbana e hoje trabalha no centro cuidando da alimentação das crianças e da manipulação dos lambedores e remédios caseiros.

Ela própria registra a demanda da comunidade e faz a distribuição dos remédios nas residências. “Para as mães atendidas pela Pastoral da Criança o remédio é gratuito, mas para a comunidade em geral, tem um preço
simbólico, de R$1,00 a R$1,50”, acrescenta.



Fonte: JORNAL O POVO



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